Janeiro 21, 2026
La Trinite

O Reino dos Céus. Devemos acreditar na Trindade?

Share This !

A maioria das igrejas cristãs ensina que Deus é uma trindade. Devemos acreditar na Trindade?

Jesus é Deus? A maioria das igrejas ensina a Trindade.

A Trindade foi apresentada como «mistério central da fé e da vida cristã». (Catecismo da Igreja Católica, § 234.) De acordo com esta doutrina, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas em um só Deus. O cardeal O’Connor, no entanto, confessou que este é ‘um mistério muito profundo, cuja compreensão nos escapa completamente’.

Por que a Trindade é tão difícil de entender?

No verbete ‘Trindade’, lemos isto numa obra especializada: ‘Pode parecer estranho incluir num dicionário bíblico esta palavra que não se encontra em nenhum texto da Sagrada Escritura’. Por isso mesmo, os seguidores da Trindade estão atentos a qualquer versículo que apoie seu ensinamento – mesmo que isso signifique, às vezes, forçar seu significado?

Um verso trinitário?

Entre esses versículos controversos está João 1:1. A Bíblia de Jerusalém traduz assim: ‘No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus [em grego, teu theon] e o Verbo era Deus [theos]’. Como indicado entre parênteses retos, o texto original contém duas formas do substantivo grego theos (deus). A primeira é precedida por uma forma do artigo definido, ton (le); neste caso, theon significa Deus Todo-Poderoso. No segundo caso, por outro lado, theos está sem artigo. Devemos ver um erro nisso?

Por que a doutrina da Trindade é tão difícil de entender?

O koiné (ou grego comum), no qual o Evangelho de João foi escrito, tem suas próprias regras para o uso do artigo definido. O helenista Archibald Robertson explicou que, se um sujeito e seu atributo são precedidos por um artigo, ‘eles são definidos e devem ser considerados idênticos, equivalentes, intercambiáveis’. Ele usa Mateus 13:38 como exemplo: ‘O campo [ho agros] é o mundo [ho kosmos].’ Gramaticalmente, se o campo é o mundo, o mundo é também o campo.

O que acontece quando apenas o sujeito é precedido pelo artigo definido, como em João 1:1? Usando esta passagem como exemplo, James Hewett, especialista em gramática do Novo Testamento, aponta que ‘neste tipo de construção, sujeito e atributo não são equivalentes, nem iguais, nem idênticos, nem nada semelhantes’.

Em apoio a isso, o autor cita 1 João 1:5, que afirma: ‘Deus é luz’. ‘Deus’ traduz o grego ho theos, sendo ho o artigo definido. Por outro lado, phos (‘luz’) não é precedido pelo artigo. Conclusão: ‘Se pudermos […] para dizer de Deus que Ele tem as qualidades da luz, nem sempre podemos dizer da luz que é Deus. ‘

Na mesma linha, citemos João 4:24: ‘Deus é um Espírito’ e 1 João 4:16: ‘Deus é amor’. Em grego, nestas duas ocorrências, o sujeito é precedido pelo artigo definido, o que não é o caso dos atributos ‘Espírito’ e ‘amor’. Tanto que assuntos e atributos não são intercambiáveis. Claramente, esses versículos não podem significar ‘um Espírito é Deus’ ou ‘o amor é Deus’.

Quem é, então, «a Palavra»?

Muitos helenistas e tradutores da Bíblia concordam que João 1:1 não enfatiza a identidade, mas uma característica da ‘Palavra’. A versão de Oltramare apresenta o final do versículo como ‘o Verbo era de essência divina’. Retomando a mesma expressão, Edmond Stapfer especificou que ‘a palavra Deus não é precedida pelo artigo do texto grego, o que lhe dá esse significado atenuado’. O helenista Hubert Pernot optou pela expressão ‘o Logos era deus’ (com letra minúscula), justificando sua escolha da seguinte forma: ‘Como o autor acaba de fazer uma distinção entre o Logos e Deus, é difícil fazê-lo dizer: e o Logos era Deus. É melhor entender que o Logos tinha um caráter divino. Concluindo que o Logos não se refere ao ‘Deus supremo’, o Novo Vocabulário Bíblico explica: ‘O texto é preciso. Ele omite o artigo antes da palavra ‘deus’, enquanto a linha anterior continha. […] ‘Divino’ é demasiado fraco, ‘Deus’ é demasiado forte. A palavra ‘deus’, com a letra minúscula, procura traduzir o pensamento.”

Jesus fez uma clara distinção entre Ele e o seu Pai.

Se para alguns a identidade de Deus está condenada a ser «um mistério muito profundo», esta não era, aparentemente, a opinião de Jesus. Numa oração ao Pai, fez uma distinção clara entre Ele e o Pai, quando disse: «Isto significa a vida eterna: para que vos conheçam, o único Deus verdadeiro, e Jesus Cristo, a quem enviaste». (João 17:3) Trata-se, portanto, de crer em Jesus e aderir aos ensinamentos claros da Bíblia. Ao fazê-lo, respeitamos Jesus por aquilo que Ele é: o divino Filho de Deus; e Jeová é adorado, pois ele é ‘o único Deus verdadeiro’.

Jesus nunca afirmou estar no mesmo nível de Deus Todo-Poderoso. ‘O Pai é maior do que eu’, disse ele (João 14:28).

A Trindade não existe!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *